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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Pra falar de amor...


Era uma vez... Uma garotinha.

Ela tinha um olhar puro e sincero, que fazia todos sorrirem ao vê-la. Seus cabelos eram longos e ela sempre os mantinha soltos. Não caminhava, saltitava; não sorria, gargalhava; não tentava, fazia; não achava, sabia; não conhecia, confiava. Ela tinha o coração aberto como poucas pessoas têm e estava sempre disposta a dar um sorriso acolhedor a qualquer um, não importando quem fosse.

Era querida por todos e cativava qualquer um com o seu jeito simpático e despreocupado. Não era perfeita e tinha consciência disso... Mas não queria ser perfeita. Queria apenas ser o melhor que podia ser. Não suportava ver as pessoas chorarem, sendo sempre a primeira a estender a mão e dar um abraço apertado.

Quando estava com problemas, seus amigos imediatamente secavam as suas lágrimas e a faziam sorrir novamente. Era assim que gostavam dela, sorrindo. Seu nome era alegria.

Quando ela menos esperava, alguém apareceu em sua vida. Alguém tão sorridente quanto ela... Talvez até mais. Parecia estar sempre sentindo algo bom, não importando o momento. Tinha um sorriso cativante e uma inocência encantadora... Uma pureza que fazia algum ponto no coração da alegria se revirar em seu peito.

Ela queria proteger aquela recém-chegada. Queria estar sempre por perto para mantê-la segura de tudo e todos que podiam, de alguma forma, machucá-la. Queria poder fazê-la sorrir o tempo inteiro e mais que isso... Queria poder estar sempre por perto para admirar aquele sorriso e se encantar com ele cada vez mais a cada dia que passava.

O nome da recém-chegada? amor.

As duas tornaram-se inseparáveis. Estavam sempre juntas, aonde quer que fossem, de mãos dadas e sorriso estampados em suas faces. Quando uma chorava, não importando o motivo, a outra estava sempre ali para consolar. Conversavam sobre tudo, não tinham segredos uma com a outra. Brincavam, riam, esqueciam que o amanhã existia.

O tempo passava, mas aquele sentimento parecia apenas crescer cada vez mais dentro dos corações de ambas. Queriam que aquilo, o que quer que fosse, durasse para sempre.

Nascia, ali, a amizade.

O tempo passou e uma nova presença surgiu. Ela era linda. Aonde quer que fosse, olhares a seguiam. Quando sorria, encantava. Quando se deixava dominar pela raiva, assustava. Quando chorava, conseguia compaixão de todos os lados.

Aproximava-se sem aviso... Simplesmente chegava e entrava na vida de alguém com o seu sorriso encantador e seu temperamento imprevisível, fascinando a todos. Trazia risadas e bons momentos, conquistava corações e espaços especiais na memória... E, tão rápida e imprevisivelmente quanto aproximava-se, ia embora. Sem aviso. Simplesmente se afastava.

Seu nome? paixão

E com a sua chegada repentina e tempestuosa, aquela amizade que antes parecia tão sólida, rachou-se e partiu-se. amor deixou-se cativar pela paixão, que entrou na sua vida tão repentinamente quanto sempre costumou fazer, com a mesma chama de sempre.

E a alegria? A alegria foi deixada de lado. De que importava aquela garota, aquela criança?

O sorriso, sua tão marcante característica, foi sendo apagado do seu rosto. O brilho nos seus olhos se extinguiu. Tudo que as pessoas viam naquela garota eram as lágrimas que escorriam pela sua face. Tudo que conseguiam extrair dela eram lamentações, dúvidas e incertezas. Sem pensar duas vezes, cortou os cabelos.

Não saltitava, forçava-se a caminhar; não gargalhava, fingia sorrir; não fazia, tentava; não sabia, achava; não confiava... Nem conhecia. Seu coração fechou-se para o mundo. Tornou-se infeliz, esqueceu como se sorria, perdeu a inocência da infância, a confiança cega na pessoa amada. Cortou os cabelos. Mudou seu nome para dor.

O tempo passou... Mas a paixão não mudava. Sem aviso prévio, deixou a vida de amor. E ela? Sentiu-se só. E lembrou-se daquela velha amizade que um dia lhe fora tão importante e lhe parecera tão perfeita, tão imutável. Lembrou-se dos sorrisos, dos abraços, das risadas, das conversas.

Lembrou-se do que era poder confiar cegamente em alguém. Lembrou-se do que era amar e ser amada.

Foi procurar a alegria. Não a encontrou. Em seu lugar, estava a dor.

Vendo a amiga em tal estado e constatando que a culpa fora inteiramente sua, pediu perdão. Com lágrimas nos olhos e verdadeira culpa no coração, pediu perdão. Faria juras e promessa se fosse preciso, tudo que queria era ter a sua amiga, a sua garota de volta.

Mas não foi necessário.

Um brilho conhecido acendeu-se no olhar da dor e ela, pela primeira vez desde aquele dia, deixou que um sorriso sincero e reconfortante se espalhasse pelo seu rosto.

Não, ela não voltou a chamar-se alegria e nunca conseguiu voltar a ser exatamente a mesma pessoa que fora um dia. Ela amadureceu. Ela mudou. Ela cresceu. A amizade das duas? Voltou. O perdão deu conta disso. Apesar de toda a dor que sentiu, a dor perdoou amor pelos seus erros, não só com palavras, mas com o seu coração.

Nasceu, então, o amor incondicional.

3 sorriso(s) a mais no meu rosto :D':

Rafa Cullen disse...

Lindo, lindo, lindo, mil vezes lindo! Perfeito, totalmente. Você disse tudo, em poucas palavras. Mostrou todos os sentimentos humanos, de um jeito totalmente impressionante. Leti se orgulharia de tantas figuras de linguagem :D
Beijinhos ;*

Bia disse...

Muito perfayyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy...yyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy...yyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy...yyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy...yyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy...yyyyyyyyyyyyyyyyyyo³³³²³³²³².*-*

Milla Sullivan disse...

q perfeito veey, ameei *-*
vc definitivamente tem O dom p escrever, isso eah 1 fatasso *-*