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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Cotidiano.


Acordo. Acordo . Inspiro o máximo de ar que meus pulmões me permitem. Sinto o tecido fino sobre meu corpo e as gotas de suor que se acumulam em minha testa e em minha nuca. Passo as pontas dos dedos pelos olhos ainda fechados, tentando obrigar meus sentidos a despertarem. Abro os olhos. O teto do meu quarto é branco, as prateleiras são marrons, alguns finos raios de sol penetramo ambiente pelas cortinas entreabertas.

Ergo os braços, buscando tocar o infinito azul que sei que se esconde por trás daquela prisão branca - o meu lar. Meus dedos movem-se debilmente no ar, fechando-se sobre o nada e puxando-o para mais perto de mim. Desisto. Faço algum esforço para sentar sobre o colchão macio, abandonando definitivamente o mundo dos sonhos. Paro. Sinto falta de algo.

Sinto dor. Meu peito sofre, grita, se angustia. Meu coração é tomado por uma tristeza tão grande que sinto que não posso respirar - mesmo assim, continuo respirando. Lágrimas se acumulam nos cantos dos meus olhos e escorrem pela minha face - por que lágrimas? Busco. Perco. Suspiro.

Percebo que sinto falta de você.

Levanto da cama e caminho lentamente até a janela, as beiradas da ferida em meu peito ardendo. Sinto o vento matinal em meu rosto. Tento sorrir, mas outra lágrima escorre - uma lágrima de sangue, bem no fundo do meu peito. Sussurro um perdão ao vento e peço a ele que leve essa simples palavra até você.

Percebo que gosto mesmo de você...

2 sorriso(s) a mais no meu rosto :D':

Rafa Cullen disse...

Que lindo. Que triste. Vai ficar tudo bem, n se preocupe. Se n ficar, já te disse que estou as ordens pra torturar até a morte quem quer que machuque vc (a'
teamo♥
=*

disse...

Texto muito lindo e triste. Você escreve bem, sabia? Beijos.